Descargas atmosféricas configuram uma grande ameaça para os circuitos de equipamentos ligados à rede elétrica
Descargas atmosféricas configuram uma grande ameaça para os circuitos de equipamentos ligados à rede elétrica de um estabelecimento, seja ele residencial, comercial ou industrial, que quando atingidos sem a devida proteção podem sofrer danos irreparáveis. Existem duas maneiras que uma descarga atmosférica pode afetar um circuito, diretamente ou indiretamente.
Quando um raio atinge o sistema de proteção de descargas atmosféricas de um prédio ou de uma linha elétrica de baixa tensão, existe uma descarga direta, já quando o raio incide em algum lugar próximo da instalação e o campo eletromagnético produzido acaba influenciando na rede elétrica do edifício, ocorre a descarga indireta.
São nestas circunstâncias citadas acima que devem ser usados dispositivos para se proteger o circuito das altas tensões e das correntes geradas por estes tipos de descargas atmosféricas. A resposta do equipamento no circuito dependerá do seu tipo de curva (A, B ou C).
No caso das descargas diretas utiliza-se para a proteção o modelo Tipo 1, onda 10/350us, que é a onda que representa a alta capacidade de dissipação de energia proveniente de um raio, porém esse dispositivo deixa passar tensões para o circuito consideradas elevadas para alguns equipamentos. Os dispositivos Tipo 2 atendem a curva de atuação 8/20us, que tem uma baixa capacidade de dissipação de energia e ao contrário do Tipo 1 não deixa passar para o circuito uma tensão que possa danificar os equipamentos.
Um sistema adequado de proteção consiste na aplicação conjunta dos dois tipos de proteção. Um bom exemplo disso é a linha OVR de protetores de surto da ABB, que possui a mais alta tecnologia Spark-gap para os modelos Tipo 1 e Varistor para os Tipo 2, atendendo às mais rígidas normas internacionais, e perfeito para proteger os seus equipamentos dos efeitos das descargas atmosféricas mais severas.