A ABB celebra o 90º aniversário dos minidisjuntores. A invenção, patenteada na Alemanha em Novembro de 1924 por Hugo Stotz e seu engenheiro chefe, Heinrich Schachtner, tornou mais segura e mais eficiente a utilização da energia em todos os lares, atualmente em rápida expansão.

Foi nas instalação da ABB Stotz-Kontakt em Heidelberg, onde a história do minidisjuntor começou. Hoje, praticamente toda residência está equipada com minidisjuntores para interromper o fluxo de eletricidade, protegendo pessoas e equipamentos de incêndios elétricos. Como um policial que para o trânsito em um cruzamento quando há um acidente, esses disjuntores interrompem a corrente quando há algo de errado no sistema elétrico de uma casa ou prédio.
Patente alemã emitida 90 anos atrás
Quando Stotz e Schachtner estavam trabalhando em sua invenção que foi referência no começo dos anos 1920, os lares na Alemanha e outros lugares estavam sendo cada vez mais eletrificados. Na época, fusíveis, onde um fio de metal derrete quando muita corrente flui através dele, representavam a tecnologia de ponta em se tratando de proteção dos edifícios contra incêndios elétricos.
O problema era que o fusível tinha de ser substituído toda vez que havia uma falha. Foi ai que Stotz e Schachtner produziram uma revolução: eles combinaram mecanismos térmicos e magnéticos em uma unidade única, reutilizável e capaz de desligar altas correntes sem exigir que dispositivos sejam substituídos repetidamente.
O mundo atual de eletricidade onipresente e conveniente não seria possível sem um minidusjuntor, pois um fusível teria de ser substituído com cada sobrecarga. Lâmpadas, refrigeradores e outros eletrodomésticos podem funcionar com segurança, pois as correntes nocivas são detectadas pelo minidisjuntor e são quase que instantaneamente interrompidas.
Temperaturas suficientes para derreter rochas
Hoje, quando um minidisjuntor da ABB reage a curtos-circuitos ou sobrecargas, ele dispara e interrompe a corrente dentro de 10 milissegundos, 10 vezes mais rápido do que um piscar de olhos. Quando isso acontece, o disjuntor é exposto a calor intenso, variando de 5.000 graus a 6.000 graus Celsius, temperaturas capazes de derreter rochas.
Mesmo depois de tudo isso, basta que o proprietário da residência vire a chave que foi disparada, e a energia reassume seu fluxo.
- 1923 O primeiro disjuntor miniatura (MCB)
- 1928 Legacy MCB com características K para motores
- 1957 Legacy MCB S201-K4 de alta eficiência
- 1961 Legacy MCB S161
- 2012 MCB do Sistema pro M compact S200 Vendido para Brown Boveri em meio à turbulência econômica
Hugo Stotz, que morreu aos 66 anos, em 1935, em Mannheim, Alemanha, foi um inventor ativo e empreendedor que fundou sua primeira empresa com um sócio em 1891.
Foi no despertar da turbulência econômica que seguiu a Primeira Guerra Mundial que ele vendeu seu negócio em 1918 para a suíça Brown Boveri & Cie, mas continuou sendo gerente até 1929.
Nos anos seguintes o negócio agora conhecido como ABB Stotz-Kontakt fabricou mais que 950 milhões de minidisjuntores. A uma taxa de 42 milhões de minidisjuntores anuais em sua fábrica em Heidelberg, Alemanha, a ABB irá ultrapassar a marca de um bilhão em 2015 ao expandir sua posição de liderança nesta tecnologia.
“Nossa missão tem sido melhorar continuamente a tecnologia dos minidisjuntores desde sua introdução há 90 anos, juntamente com o desenvolvimento da fabricação de última geração que instalamos em Heidelberg hoje”, diz Frank-Andreas Winter, Gerente de Produto Global da ABB para Caixas e Produtos para Trilho DIN. “O último recurso inovador é a indicação da posição de contato real, o que facilita a identificação do MCB que foi desativado. Esse recurso economiza tempo e esforço para o instalador analisar o defeito e tomar as ações corretivas apropriadas”.
A mera pressão de um dedo
A propósito, é o nome de Schachtner que aparece na patente norte-americana número 1.629.640 – para minidisjuntor, emitida em 24 de maio de 1927.
"Minha invenção está relacionada a disjuntores elétricos automáticos do tipo em que duas peças de contato normalmente pressionadas uma contra a outra por molas são separadas pela interposição de uma lâmina de isolamento,” Schachtner escreveu, de acordo com o documento do Escritório Norte-americano de Patentes. “Quando existe uma sobrecarga em algum aparelho, para ligá-lo novamente, pode ser feito pela mera pressão de um dedo sem a necessidade de desparafusar o aparelho de seu suporte.”
A primeira produção em série começou em 1928 na instalação de Stotz, no Sul da Alemanha, e foi recebida com grande sucesso, já que seu dispositivo podia facilmente ser aparafusado na base de fusível existente. Não se exigia nenhuma mudança na instalação elétrica.
Um legado de levar a tecnologia adiante
Uma das primeiras propagandas sustentando as virtudes da invenção de Stotz e Schachtner: “Recomende-os em todo lugar. Você expandirá seus clientes- e suas vendas.” Naquele ano, Stotz e sua equipe já estavam levando a tecnologia adiante.
Ele desenvolveu um disjuntor especial para lidar com cargas de correntes de arranque maiores, incluindo aplicações em motores. Isto abriu a porta para aplicações industriais, onde o minidisjuntor é hoje encontrado tão abundantemente quanto em lares.
Ao longo dos anos, a ABB continuamente melhorou a tecnologia de disjuntor e manteve o ritmo com padrões, tais como o Trilho DIN em 1970, que facilitou a instalação de múltiplos disjuntores em um único painel.
No processo, a ABB Stotz-Kontakt permaneceu leal a um de seus slogans dos anos 1920: “Todas as marcas são desenvolvidas para considerações práticas com o objetivo de simplificação e aceleração da montagem.”



